quarta-feira, 20 de maio de 2015

Liberdade: um dos centros culturais geek



Os mangás são uma referência da cultura japonesa, mas a sua existência se deve ao Ocidente e a cultura pop. Esse “ gibis orientais”, surgiram em depois da Segunda Guerra Mundial, com a forte influência dos HQs, gibis ocidentais. Antes dessa influência, os mangás tiveram suas raízes no período Nara ( séc VIII d.C ) com o aparecimento dos primeiros rolos de pinturas japonesas: os emakimono. Eles associavam pinturas e textos que juntos contavam uma história à medida que eram desenrolados. Com o passar do tempo, os mangás se tornaram cada vez mais ocidentalizados. Charles Wirgman, cartunista britânico, trouxe os balões de diálogo e técnicas de desenho e pintura. A única característica que diferencia os mangás dos HQs, é a leitura da direita para esquerda, enquanto os HQs é da esquerda para direita. Outra curiosidade são os olhos grandes dos personagens dos mangás. Segundo Sayuri Shirato, otako e vendedora de mangás em um loja da Liberdade, “Os olhos grandes definem o primeiro contato com pessoas ocidentais que os japoneses tiveram, devido a grande diferença entre os olhos dos japoneses e ocidentais”. Por fim, entre os grandes mangakas, cartunistas de mangás, estão Machiko Hasegawa, Osamu Tezuka e Oppei Okamoto.


Além da sua extensa e rica história, os mangás tem sua tipologia e gêneros. Na tipologia pode ser dividido assim: Shojo, destinado a garotas adolescentes; Shonen, destinado a garotos adolescentes; Seinen, destinado a adultos; e Tokusatsu, pessoas que se transformam e Kodomo, destinado ao público infantil. Além de atenderem públicos homossexuais, como o Shonenai (homens) e Shojoai (mulheres) e heterossexuais, como o Hentai, quadrinhos pornográficos. Exemplos de mangás:
- Dragon Ball Z; Naruto; Yu-Gi-Oh (Shonen)
- Vampire Knight; Sakura Card Captor; Sailor Moon (Shojo)
- Berserk; Hellsing; Ghost in the shell (Seinen)
- Power Rangers; Ultraman (Tokusatsu)
- Hamtaro; Kirby; Monster Rancher (Kodomo)


Um dos vendedores e também otako, Uito Harada, prefere mais mangás senin “ Não gosto muito de shonen, muito comuns aqui no Brasil. Prefiro mais senin, pois tem assuntos mais adultos”. Já Letícia Lima, otako e estudante de marketing, naõ tem preferência “ Gosto de todos, mas se tiver uma preferência prefiro shojo que é voltada para o público adolescente feminino” E para finalizar sobre a cultura geek japonesa, otakos são os fãs de mangás e que pode inserir videogames e cosplays (pessoas que se vestem como os personagens dos mangás).

Texto e fotos por: Gustavo Lietti

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